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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Il Cantico Delle Creature

A te solo Buon Signore
Si confanno gloria e onore
A Te ogni laude et benedizione
A Te solo si confanno
Che l'altissimo Tu sei
E null'omo degno è
Te mentovare.
Si laudato Mio Signore
Con le Tue creature
Specialmente Frate Sole
E la sua luce.
Tu ci illumini di lui
Che è bellezza e splendore
Di Te Altissimo Signore
Porta il segno.
Si laudato Mio Signore
Per sorelle Luna e Stelle
Che Tu in cielo le hai formate
Chiare e belle.
Si laudato per Frate Vento
Aria, nuvole e maltempo
Che alle Tue creature dan sostentamento.
Si laudato Mio Signore
Per sorella nostra Acqua
Ella è casta, molto utile
E preziosa.
Si laudato per Frate Foco
Che ci illumina la notte
Ed è bello, giocondo
E robusto e forte.
Si laudato Mio Signore
Per la nostra Madre Terra
Ella è che ci sostenta
E ci governa
Si laudato Mio Signore
Vari frutti lei produce
Molti fiori coloriti
E verde l'erba.
Si laudato per coloro
Che perdonano per il Tuo amore
Sopportando infermità
E tribolazione
E beati sian coloro
Che cammineranno in pace
Che da Te Buon Signore
Avran corona.
Si laudato Mio Signore
Per la Morte Corporale
Chè da lei nesun che vive
Può scappare
E beati saran quelli
nella Tua volontà
che Sorella Morte
non gli farà male.

(O Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis. Imagem retirada de deviantArt)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dos Cavaleiros do Zodíaco ao Politeísmo Helênico

Sou da geração de crianças e jovens dos anos 90 que pirou com Os Cavaleiros do Zodíaco na extinta Rede Manchete (e ainda piro, diga-se de passagem). Lembro até hoje, 17 anos depois, do primeiro episódio que assisti e da paixão que tive a primeira vista. Naquela época eu já tinha alguns padrões da minha espiritualidade bem fortes e desenvolvidos (era uma pirralhinha mística) e foram estes padrões que me fisgaram na série. Não fui tomada pelas intermináveis cenas de luta aos gritos de Athena, nem pelos golpes e suas descrições rocambolescas, nem pelas armaduras douradas forjadas a ferro, fogo e sangue; foram, enfim, as referências astrológicas que designavam os personagens, os desenhos dos templos e das colunatas gregas, as constelações bordadas no céu, o Olimpo, as arenas, a presença dos nomes mitológicos e, claro, o culto e a devoção à Athena que fizeram meu peito arder em paixão pela série.

E pouquíssimos anos depois veio meu contato mais profundo com os mitos gregos e conheci, pela primeira vez, Aquela me fascina: Perséfone. Mas isso é história para outro post. =)

Me pergunto, hoje, se essa paixão explosiva que minha geração teve pelos Defensores de Athena não foi um tipo de reconhecimento oculto dos símbolos gregos, de um passado vivido por todos nós. Um retorno às origens. Por mais besta que um desenho japonês possa ser, ele vem carregado de símbolos, e nossa alma os lê e os reconhece todinhos. E os símbolos lá são bem fortes, bem objetivos.

Não diria que minha conexão com o politeísmo helênico tem algo a ver com os Cavaleiros do Zodíaco, óbvio, mas vê-los percorrendo aqueles templos nomeados com os doze signos do zodíaco foi o maior baque que pude ter aos meus 8 anos de idade. =)

Ah, não deixem de conferir o site do Carlos Alberto Reyes, o responsável pelo desenho que abre este post. Ele faz desenhos incríveis da série e também há uma galeria dedicada a desenhar outros Deuses que não estão presentes na série original, como Hera, Gaia, Afrodite (como deusa), Cronos, Hades e Perséfone.